TV DIGITAL EM PORTUGAL

Entradas desde Maio 2007

Entrevistas sobre a TDT

Maio 30, 2007 · Deixe um comentário

Até o final da semana estarei em Lisboa, a fazer entrevistas exploratórias para minha tese sobre a implementação da TV digital portuguesa. Portanto, o blogue não será actualizado até a próxima segunda-feira, quando espero voltar com algumas novidades.

 Até lá.

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Grupo Pereira Coutinho de olho na TDT

Maio 30, 2007 · Deixe um comentário

A Ar Telecom, do grupo Pereira Coutinho, manifestou interesse em participar do concurso para as concessões de canais da TV digital terrestre em Portugal, que deve ocorrer até o final do ano. A informação foi publicada no Diário Económico.

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IPTV pela rede eléctrica em Portugal

Maio 29, 2007 · Deixe um comentário

A Clix prepara a entrada na IPTV com um serviço que vai permitir a utilização da rede eléctrica da própria habitação do cliente para transportar os sinais da TV digital via protocolo de Internet (IP). Para isso, ela vai utilizar adaptadores dLan, da Devolo, que permitem que o sinal seja levado do ponto de entrada da linha telefónica de cobre, onde é instalado o modem ADSL, até o local onde se liga o aparelho de televisão e a TV Box.

O serviço permite que o cliente aceda aos serviços de TV Home Vídeo do Clix em qualquer ponto da casa onde haja uma tomada eléctrica. As velocidades garantidas vão até aos 85 Mbps.

É a primeira empresa a anunciar a utilização do serviço em Portugal.

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Joost arranca na Internet

Maio 28, 2007 · 2 Comentários

O Joost, uma plataforma para TV digital via Internet desenvolvida pelo mesmo programador que criou o Skype e o Kazaa, parece estar se distanciando dos concorrentes. A companhia já fechou acordos com mais de 150 redes de língua inglesa e está em conversas com canais de televisão em espanhol.

O Joost também recebeu um investimento de US$ 45 milhões, feito por um consórcio de cinco companhias, incluindo o canal americano CBS e o conglomerado de comunicações Viacom, que detém a MTV.

Segundo o Portal Medialess, representantes da empresa anunciaram que o serviço entra em operação de forma efectiva a partir de junho, quando a nova plataforma deverá apresentar canais de todo mundo.

Mais informações sobre o Joost aqui.

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Acessibilidade: CERTIC lança página na Internet sobre TDT

Maio 25, 2007 · Deixe um comentário

O CERTIC – Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação, lançou uma página na Internet para tratar exclusivamente da TV digital Terrestre (TDT).

A questão da acessibilidade é o ponto central no site, que inclui vídeos, estudos, sugestões e referências sobre iniciativas feitas na TV digital, em diversos lugares, que permitem a inclusão e a interactividade por parte dos portadores de deficiências.

O CERTIC pertence à Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro e é uma das principais instituições em Portugal que lutam pela acessibilidade na TDT.

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Adiada votação da nova Lei da Televisão

Maio 24, 2007 · Deixe um comentário

A votação na Assembleia da República da nova Lei da Televisão, que deveria acontecer nesta quinta-feira, foi adiada uma semana, por pedido do PSD e do BE, feito durante a discussão na especialidade. O motivo alegado pelos partidos de oposição foi a necessidade de obter mais tempo para analisar as propostas e propor alterações.Este adiamento implicará que a entrada em vigor da Lei seja remetida para meados de Julho. 

O concurso para a Televisão Digital Terrestre só será aberto depois de adoptada a Lei da Televisão.

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O Mercado da TV digital paga: “Não há poção mágica”

Maio 23, 2007 · Deixe um comentário

Nuno Cintra Torres escreve hoje, em sua coluna no Diário Económico, sobre a questão das redes de distribuição da TV digital paga e a produção de conteúdos.

Ele cita exemplos do que vem ocorrendo em canais de pay tv do Reino Unido, Bélgica, Noruega e Espanha. Chega à conclusão que não há uma poção mágica, pois quem manda é o consumidor e as empresas devem oferecer serviços de forma organizada, com um preço correcto para conquistar e manter subscritores. No entanto, segundo o crítico, o debate está centrado nas redes de distribuição, enquanto o conteúdo ainda não encontrou o modelo ideal.

Ele escreve, por exemplo, que “no Reino Unido, o operador por cabo Virgin Media perdeu milhares de subscritores nas últimas semanas desde que os conteúdos Sky foram retirados da sua oferta em consequência do desacordo quanto ao preço a pagar a BSkyB por esses conteúdos.”

Nuno Cintra Torres deixa claro que o mercado, ainda em formação, nem mesmo sabe quais são as tecnologias mais adequadas a serem utilizadas. As redes não conseguem chegar a um modelo de negócios e muitas procuram jogar em todas as posições, seja em TDT, IPTV, satélite, etc.

 Leia aqui o artigo.

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Pareceres sobre a TDT já estão com o governo

Maio 23, 2007 · Deixe um comentário

O governo já tem em mãos todos os pareceres necessários para o início da consulta pública sobre a introdução da TDT em Portugal. Faltava apenas o da ANACOM que, segundo a agência Lusa, foi entregue na sexta-feira. Portanto, já se manifestaram sobre a questão, além da Autoridade Nacional de Comunicações, a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) e a Autoridade da Concorrência (AdC).

Após o processo de consulta pública, que deve ocorrer em agosto, segue-se o lançamento dos concursos de licenças para a televisão digital.

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O que é a TV digital?

Maio 22, 2007 · 3 Comentários

Tenho postado aqui diversas informações que fazem parte do mundo da TV digital, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é esse sistema. Portanto, neste post, vou tentar explicar de forma clara o que é a televisão digital.

Há várias formas de TV digital, como a IPTV, que é a TV por IP (protocolo de Internet) via linha telefónica; a TV digital terrestre (TDT), que é transmitida pelo ar; a TV digital via cabo, via satélite e via telemóveis.

A TDT é a que vai substituir nossa actual televisão analógica. Portanto, num futuro próximo, ao assistirmos a SIC, TVI, RTP ou eventuais canais que ganharem autorização para operar em Portugal, estaremos a ver uma TV digital gratuita. Há também a possibilidade de haver uma TDT paga e o governo português já anunciou que pretende fazer dois concursos, um para a TDT gratuita, que vai englobar os canais livres, e outro para a TDT paga.

A mudança básica da TV analógica para a digital diz respeito à transmissão de dados. A TDT funciona por transmissão de dados compactados em formato MPEG, ou seja, imagens e sons digitalizados (linguagem binária). Num primeiro momento, os telespectadores poderão optar por utilizar seus televisores analógicos para ver os sinais digitais, mas para isso terão que adquirir um  descodificador, uma set-top-box.

Como os dados são digitais, na mesma frequência do espectro hertziano que se transmite hoje um canal como a SIC, TVI e RTP, será possível transmitir em MP4 até 11 canais com qualidade semelhante a que temos agora, mas com mais pixels e sem eventuais interferências. Há ainda a possibilidade de se transmitir menos canais mas com a imagem muitíssimo melhor do que a que temos hoje. Isso seria a HDTV (high definition TV), ou TV de alta definição.

Há no mundo, até o momento, apenas três sistemas de Televisão digital: o sistema europeu, o norte-americano e o japonês. Também está sendo desenvolvido na China uma quarto sistema de TV digital, semelhante ao sistema norte-americano. 

O sistema europeu é o DVB (digital video broadcasting). Ele foi desenvolvido por um consórcio de aproximadamente 270 empresas de radiodifusão, como a BBC, ou fornecedoras de equipamentos electrónicos, como a a Nokia. Além da Europa, foi adoptado na Índia, Austrália, Nova Zelândia, Cingapura e deve ser adptado também nos países do Médio Oriente.

O suporte europeu para a TV digital via satélite é o DVB-S, via cabo é o DVB-C, via terrestre é o DVB-T e via IP por rede telefónica convencional (IPTV) é o DVB-IP. Há ainda uma variação do DVB-T para telemóveis que é o DVB-H.

O sistema japonês é o ISDB (Integrated Services Digital Broadcasting). Possui uma tecnologia que prioriza a interactividade entre os telespectadores e as redes transmissoras. Foi adoptado no Japão e no Brasil. 

O sistema norte-americano é o chamado ATSC (Advanced Television Systems Committee). Prioriza a TV de alta definição em detrimento da multiplicidade de canais. Esse sistema favorece as redes de TV. Foi adoptado nos Estados Unidos, México, Canadá e Coréia do Sul.

Como o mercado da TV digital cresce a cada dia, é provável que outros países que não citei já tenham adoptado algum dos sistemas descritos.

Mas, por que não há um único sistema no mundo? A resposta é simples: Porque a divisão do mercado implica num vasto jogo de interesses de empresas de diversos países que produzem equipamentos electrónicos, de suporte, etc.

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Nokia faz testes com TV digital móvel em Portugal

Maio 21, 2007 · Deixe um comentário

A ANACOM autorizou a Nokia a usar o espectro português para fazer testes utilizando a tecnologia DVB-H, que é a TV digital para recepção em terminais móveis. A autorização é válida para o período entre 18 e 25 de Maio.

Apesar da permissão para testes, a ANACOM deixa claro que: 

“Desta autorização não resulta qualquer vínculo, obrigação ou condicionante à autorização posterior da ANACOM em relação à futura atribuição dos direitos de utilização de frequências reservadas, quer para a televisão digital terrestre, quer para a radiodifusão sonora digital terrestre, em Portugal.”

Os ensaios serão acompanhados pela Autoridade Nacional das Comunicações, que também terá acesso às respectivas conclusões, sejam elas tecnológicas ou em termos do potencial de mercado de serviços assentes nessa tecnologia.

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Consulta pública sobre TDT em agosto

Maio 18, 2007 · Deixe um comentário

O anúncio é do secretário de Estado Adjunto do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Paulo Campos. Segundo ele, falta apenas o parecer da ANACOM sobre o projecto do governo para a TV digital para que seja iniciado o processo de consulta pública, que deve ocorrer até agosto. A proposta já recebeu pareceres da ERC e da Autoridade da Concorrência (AdC).

A ANACOM deve se pronunciar em questão de dias.

No parecer que fez sobre a introdução da Televisão Digital Terrestre, a AdC alertou a ANACOM para os problemas de concentração de redes de telecomunicações em Portugal. Nos dias que se seguiram ao final da OPA lançada pela Sonaecom sobre a Portugal Telecom (PT), o presidente da Autoridade da Concorrência já tinha manifestado a sua preocupação sobre a questão da concentração das redes de telecomunicações de cobre e de cabo no grupo PT.

As declarações de Paulo Campos tiveram lugar durante as Comemorações do Dia Mundial da Telecomunicações, que ontem decorreram no Museu das Comunicações, em Lisboa.

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Os Desafios Educativos da TV Digital

Maio 17, 2007 · Deixe um comentário

A Universidade do Algarve promove hoje, em conjunto com a RTP, a conferência “Os Desafios Educativos da TV digital”. Estarão presentes José Ignacio Aguaded, da Universidade de Huelva, Paquete de Oliveira, provedor do telespectador da RTP, e Mário Antunes, jornalista da RDP Algarve.

A conferência acontece no âmbito do Ciclo de Debates Universitários - A Televisão na Era Digital, que vem sendo realizado em várias universidades do país, dentro das comemorações dos 50 anos da RTP.

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Indicação de leitura: o início da TDT em Espanha

Maio 16, 2007 · Deixe um comentário

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O parecer da ERC

Maio 15, 2007 · Deixe um comentário

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aprovou, na quinta-feira, o parecer sobre o projecto de regulamento do concurso público para a TDT e já entregou o documento ao Governo.

O parecer relativo à Televisão Digital Terrestre foi aprovado “em reunião do conselho regulador e seguiu em protocolo para o gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares”, afirmou Nuno Pinheiro Torres, Director Executivo da ERC. No entanto, ele não falou dos pormenores da deliberação.

Para este concurso, estarão disponíveis dois multiplexers (conjunto de frequências) de âmbito nacional e 3 de cobertura parcial, ou seja, de expansão regional.

O projecto segue agora para consulta pública.

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Augusto Santos Silva: TV digital, educação para os média e o papel da RTP

Maio 14, 2007 · Deixe um comentário

O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, destacou que durante a Presidência Portuguesa da União Europeia a agenda na área dos média deve ser pautada pelas questões que envolvem a Educação para os Média. Santos Silva disse que a Nova Lei da Televisão deve atribuir à RTP o papel explícito de promover a educação. Lembrou ainda que nos novos meios (entre os quais se inclui a TV digital) as normas deontológicas e códigos de conduta elaborados para a imprensa e radiodifusão devem ter uma aplicação revista.

As declarações do Ministro tiveram lugar durante o Seminário «O Mercado Digital e Direitos de Autor», organizado pela Associação Europeia de Editores de Jornais (ENPA) em colaboração com a Associação Portuguesa de Imprensa (API), em Lisboa, nos dias 10 e 11 de Maio.

Leia, abaixo, alguns trechos das declarações:

“Tomando em conta o calendário da Comissão Europeia para a adopção da Comunicação sobre a Educação para os Media, é de prever que este assunto – que representa um desafio vital para a União Europeia no futuro próximo – seja o único a dominar a Presidência Portuguesa na área dos média.”

“(…) normas deontológicas e códigos de conduta elaborados para a imprensa e radiodifusão parecem de difícil, senão impossível, aplicação aos novos meios de comunicação de massas, como, por exemplo, a Internet; a credibilidade da imensa quantidade de informação disponibilizada pelos novos média não é sempre de fácil determinação; normas legais sobre protecção de menores, pornografia, representação da violência, publicidade, direitos de autor e direitos conexos são permanentemente desafiados pelo âmbito global destes novos serviços.”

“A nova Lei da Televisão, presentemente em discussão na Assembleia da República, atribuirá de forma explícita ao operador público a missão de promover a educação para os média.”

Leia aqui a declaração completa.

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Eles disseram…

Maio 11, 2007 · Deixe um comentário

“O concurso para a TDT que será lançado é o segundo, depois de, há alguns anos, já ter sido lançado e falhado um primeiro concurso, inexplicavelmente e com graves prejuízos para o País.”

Paulo Fernandes, presidente do Grupo Cofina, ao reclamar um canal de TV para a Cofina.
Fonte: Correio da Manhã.

“Iremos trabalhar no novo quadro regulatório para o sector, que inclui a definição para o desenvolvimento da televisão digital terrestre. Nesse âmbito, falaremos sobre o dividendo digital, ou seja, o que fazer com as frequências que ficam livres após a passagem para a TDT”.

Mário Lino, ministro das Obras Públicas e Comunicações, sobre os objectivos da presidência portuguesa da União Europeia (UE), no segundo semestre de 2007.
Fonte: Diário Económico.

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Barreiras económicas da TV digital

Maio 10, 2007 · 3 Comentários

Jeferson Colombero, do Medialess, faz uma excelente análise sobre a compatibilidade de aparelhos televisores digitais.

Segundo o especialista em engenharia electrónica, nos aparelhos digitais de TV já não vão existir as antigas barreiras técnicas que impediam que um televisor de determinado padrão de cor (PAL-M, NTSC, PAL-G, SECAM, etc) funcionasse em países com padrão diferente. Ou seja, antes, se um televisor norte-americano fosse trazido para a Europa ele não funcionaria correctamente.

Colombero alerta que as barreiras agora não são mais técnicas, mas sim de cunho económico. De acordo com ele:

“A digitalização do sistema de TV ‘poderia’ e pode resolver problemas de compatibilidade absolutamente por questões técnicas que existiam no passado. Ocorre que os interesses actuais são absolutamente financeiros e não mais técnicos como ocorria até poucas décadas atrás. Devido a estes quesitos financeiros, foram criadas barreiras artificiais para garantir o famoso lobby entre os grandes fabricantes, os governos e as emissoras de TV. Se não fosse isso, teríamos um padrão único com o melhor de todas as tecnologias digitais existentes”.

As principais barreiras artificiais de compatibilidade para os sistemas de TV Digital são:

Compatibilidade de frequências – Cada emissora de TV possui uma frequência de emissão dos sinais e os aparelhos devem ser apropriados para captar essa frequência e, dessa forma, exibir sons e imagens. Se um aparelho norte-americano não for fabricado para captar a frequência europeia ele não funcionará em Portugal, por exemplo.

Codificação de vídeo – Na TV digital, os dados digitais de vídeo transmitidos pelas emissoras são comprimidos e codificados em determinado formato. Se a codificação for em MPEG-4 (MP4), um aparelho habilitado para receber o sinal em MPEG-2 (MP2) não vai conseguir descodificar esse sinal.

Codificação de áudio – É o mesmo caso dos sinais de vídeo.

Modulação do sinal – “A modulação é o estágio onde o sinal de vídeo já processado pelo codificador de vídeo é ‘empacotado’ na devida frequência para ser enviado para os vários sistemas de transmissão – que neste caso estamos falando da transmissão via ar (atmosférica) – tem de ser compatível com o televisor.

Apesar das considerações, devido à grande concorrência e à globalização, Jeferson Colombero profetiza e diz que, no futuro, pode ocorrer com os televisores digitais o mesmo que ocorreu com os leitores de DVD, que hoje são fabricados com capacidade para serem ajustados em multi-formatos.

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Fracasso da TDT?

Maio 9, 2007 · Deixe um comentário

Francisco Rui Cádima indica:

“Agora que a TDT está de regresso, ver Fernando Sabés Turmo, ‘El fracaso de las plataformas de televisión digital terrestre en España, Gran Bretaña y Portugal. La indefinición del sector en el país luso‘ (Zer, Nov. 2006, online).”

Sabés Turmo, que é professor da Universidad San Jorge de Zaragoza, explica:

El objetivo de este trabajo es analizar estos tres importantes traspiés en la implantación de un modelo de plataforma de televisión digital terrestre ideado en cada uno de estos tres países, haciendo especial incidencia en el caso portugués, en el que por su peculiar desarrollo de este medio de comunicación la migración hacia la tecnología digital ha generado muchas dudas, un aspecto que ha conducido a un notable retraso en la implantación de esta nueva tecnología.

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Acessibilidade na TDT

Maio 8, 2007 · Deixe um comentário

O Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação – CERTIC, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – UTAD, enviou esta semana à Entidade Reguladora para a Comunicação Social -ERC, um documento com propostas para que a TV digital terrestre portuguesa ofereça serviços que permitam a acessibilidade para cidadãos com necessidades especiais. A ERC tem um prazo até o dia 14 deste mês para dar um parecer sobre o projecto do governo para a TDT.

Segundo email que me foi enviado pelo Coordenador do CERTIC, Francisco Godinho,

“Sugere-se que, em matéria de ‘reserva de capacidade e obrigação de transporte e difusão’, seja atribuída maior largura de banda à RTP, SIC e TVI para poderem fornecer serviços de acessibilidade adequados à tecnologia digital. Na rede por assinatura também é solicitada reserva de largura de banda para o mesmo tipo de serviços.”

O CERTIC propõe, entre outras coisas, que as emissoras que vão operar em TDT possam ter canais em baixa resolução para LGP – Língua Gestual Portuguesa, canais de áudio para dobragem/áudio-descrição e canais de legendas DVB.

Laia aqui o documento completo elaborado pelo CERTIC.

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Expresso, SIC e TV digital

Maio 7, 2007 · Deixe um comentário

O professor Rogério Santos analisa em seu blogue Indústrias Culturais a reportagem do Expresso sobre a TDT, referida no post anterior. Ele escreve:

“A minha leitura sobre o espaço nobre dado ao tema é a importância vital da televisão no grupo mediático a que pertence o Expresso (Impresa). Garantir um canal na nova televisão é assunto resolvido; as questões advêm da nova concorrência, chame-se Cofina ou Controlinveste, pois disputarão os investimentos publicitários agora repartidos por SIC, TVI e RTP, esta em lugar mais recuado. Por outro lado, aumentam ainda mais as dificuldades em termos de uma repartição de publicidade para os canais existentes quando o PSD fala em introduzir no seu futuro programa de governo a (discussão da) privatização do primeiro canal da RTP.”

Leia aqui e aqui os comentários completos.

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Expresso: “Em guerra pela nova televisão”

Maio 7, 2007 · 2 Comentários

A última edição do Expresso dedica duas páginas à TV digital. A reportagem informa que a TDT portuguesa oferecerá 11 canais gratuitos e 48 canais pagos e, em sua fase inicial, deve abranger 1,6 milhões de lares, que é o mesmo número de casas que hoje têm acesso apenas às ondas hertzianas da TV analógica.

O Expresso diz que uma das desvantagens da TDT em relação à TV digital à cabo, por satélite ou por Internet (IPTV), é um grau de interactividade limitado “que se cinge a um guia de programação electrónico e a um canal-mosaico para escolher os restantes canais. Para aceder a serviços mais sofisticados como «vídeo on-demand» ou de comércio electrónico, os utilizadores terão que investir num descodificador mais avançado e também mais caro, como sucede em Itália”.

O descodificador é um aparelho que poderá ser ligado à TV analógica para que ela consiga exibir os sinais digitais. O mais simples deverá custar cerca de 60 euros. No entanto, o telespectador poderá optar por comprar aparelhos televisores já aptos a receber a TV digital.

Há ainda, segundo o semanário, a possibilidade de que o espectro radioeléctrico hoje ocupado pelos canais analógicos, que migrarão para o digital, possa ser reconvertido e vendido às empresas de telemóveis, que poderão ter seus próprios serviços de TV digital móvel.

O governo tem muitos caminhos pela frente e deve enfrentar fortes lobbys para definir o cenário futuro da TV portuguesa. Como haverá novos canais, deve-se decidir se eles serão distribuídos entre os operadores já existentes, se serão entregues ao poder público ou se o mercado será aberto a novos operadores privados. A Controlinveste, de Joaquim Oliveira, e a Cofina, de Paulo Fernandes, alimentam expectativas de entrar no mercado da TV aberta.

Se as coisas migrarem por esse caminho, não devem agradar à Impresa, de Francisco Pinto Balsemão, ou a Prisa, de Juan Luis Cebrián. Segundo o Expresso, “nesse contexto, a entrada de Pina Moura na TVI é olhada como uma estratégia da Prisa de conquista do Executivo para a manutenção do quadro actual”.

A reportagem traz ainda algumas análises sobre as movimentações das empresas em torno da TVD. Veja as considerações do Jornal:

RTP: A estação pública é uma das mais preparadas para a entrada da TDT. O administrador da empresa, Gonçalo Reis, diz que a RTP poderá emitir gratuitamente alguns canais que só existem hoje no cabo ou satélite, como RTPN ou RTP memória.

SIC: A emissora já possui tecnologia e equipamentos digitais, o que facilitaria a transição. Inicialmente a SIC deve transmitir canais que hoje são pagos, como a SIC Notícias ou a SIC Mulher.

TVI: Para emitir em sinal digital a empresa terá que fazer investimentos de 10 a 15 milhões de euros, o que poderá demorar entre seis e nove meses. A TVI estuda a possibilidade de oferecer mais canais, mas o administrador da Media Capital, Pedro Morais Leitão, não entre em detalhes operacionais sobre ocmo seria esse processo.

COFINA: A Cofina já tem concluído há pelo menos dois meses um projecto para um canal generalista. A intenção é lançá-lo ainda antes do arranque da TDT em Portugal, através de uma licença «free-to-ar», tal como a RTP, SIC e TVI. O presidente da empresa, Paulo Fernandes, tem criticado o governo e sua política televisiva.

CONTROLINVESTE: A empresa já anunciou o lançamento de um novo canal generalista, mas não revela se a plataforma preferencial será a TDT ou o cabo. Este grupo d eocmunicação já detém o canal Sport TV. Possui ainda os jornais “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias”, “24 Horas” e “O Jogo”, além da Rádio TSF.

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TV digital via satélite onde não chega a TDT

Maio 4, 2007 · Deixe um comentário

A maioria dos países que estão implementando a TV Digital tem recorrido ao satélite para estender o sinal até as localidades onde não é possivel chegar a TV digital terrestre.

No Reino Unido, a BBC e a ITV firmaram um acordo e vão oferecer até 200 canais gratuitos de TV digital via satélite.

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Considerações sobre a TV digital

Maio 3, 2007 · 1 Comentário

Ocasionalmente, publicarei aqui algumas considerações feitas por investigadores e profissionais dos media, sobre a TV digital.

Na estreia, palavras do ex-director da TVE – Radio Televisión Española, Juan Menor, sobre alguns factores cruciais para o desenvolvimento da TDT:

“Disponibilidad de autopistas de emisión más amplis; la crisis del monopólio estatal de la capacidad de emisión; el paso de un modelo productivo-comunicativo fordista a un nuevo modelo post-fordista de producción flexible; el cuestionamiento por parte del público de una oferta unívoca basada en la homogeneización de la programación sobre el denominador común menos rechazado; la tendência al aumento en el gasto audiovisual; las presiones de los grupos de comunicación, etc…”

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