Um proposta coerente para a TDT portuguesa

O Engenheiro de Telecomunicações Eliseu Macedo, com quem tenho conversado e trocado informações a respeito da implementação da TV digital em Portugal, enviou sua participação à consulta pública aberta pela Anacom para discutir a desistência da PT em operar os canais pagos da TDT.

O Engenheiro faz críticas pertinentes ao modelo adoptado em Portugal e sugere alterações que, a meu ver, podem facilitar a adesão voluntária da população ao digital. Cabe lembrar que o modelo que temos hoje não oferece ao telespectador mudanças significativas para que ele invista na compra de um descodificador. Isso pode gerar atrasos nno switch-off analógico, previsto pela União Europeia para 2012.

Apresento aqui um resumo da proposta do Engenheiro Eliseu Macedo:

É minha convicção pessoal que o modelo proposto para a introdução da TDT em Portugal é totalmente errado.

O Dividendo Digital – o espectro remanescente após o desligamento dos postos emissores analógicos – é verdadeiramente tudo o que interessa na implantação da TDT. E será este processo pacífico e fácil de realizar? De modo algum! O modelo de TDT português assenta na afectação de 5 frequências para canais de acesso condicionado e apenas 1 frequência (MUX A) para canais livres.

Vejamos alguns exemplos da ampliação da oferta de TV Livre com o surgimento da TDT:

Espanha – 20 canais livres: http://www.impulsatdt.es/ consumidores/contenidos-TDT/ canales-y-servicios-de-tdt/
França – 18 canais livres: http://www.tvnt.net/chaines gratuites-221.html
Reino Unido – http://www.freeview.co.uk/ freeview/Channels

Em geral, a oferta em digital mais do que quadripilicou após o início das emissões em TDT!

Espanha prepara o apagão analógico já final no próximo mês, estando em 2010 em condições de dar uso ao Dividendo Digital! Esteve 5 anos em simulcast e é um óptimo exemplo de como implantar TDT num país do Sul da Europa.

Portugal, além de actualmente ter uma oferta de TV livre paupérrima tem ainda contra si um factor importante – a decisão de utilizar o codec vídeo AVC/H.264 torna os equipamentos substancialmente mais caros. É ainda mais um factor que pesa negativamente na penetração da TDT portuguesa.

Penso que, para uma rápida massificação da TDT e que possibilitaria um switch off mais rápido, teria sido importante a utilização do MPEG-2 em conjunto com uma oferta ampliada de serviços televisivos em SD. A introdução do H.264 deveria pensada para entrar em operação mais tarde, numa única mudança de sistema em conjunto com o DVB-T2. Deste modo a capacidade da plataforma ficaria realmente optimizada para serviços em HD.

Ouso então fazer uma proposta às entidades competentes para a reorganização/ novo modelo de TDT portuguesa:

Até 2012

Entregar o mais rapidamente possível os 3 MUXs de cobertura de âmbito nacional, MUX A, B e C aos 3 operadores com licença para operar TV por via terrestre: RTP, SIC TVI. Como mero exemplo poderíamos ter, até 2012, uma plataforma TDT de acesso livre com o seguinte aspecto:

MUX A – RTP MUX B – SIC MUX C – TVI
RTP 1 SIC TVI
RTP 2 SIC Notícias TVI 24
RTP N SIC Radical TVI HD
RTP Memória SIC HD
RTP HD (eventualmente rádios: RDP 1,2 e 3

No futuro, poder-se-ia mesmo equacionar a oferta de serviços pagos – explorados directamente pela empresa TV – como por exemplo eventos pagos, video on demand, etc, em cada MUX, mas apenas como complemento.

2ª Fase – Após 2012:

Depois do apagão analógico, teremos uma oportunidade única para reorganizar o espectro e/ou serviços. No que respeita à oferta televisiva, podemos após 2012 pensar no 5º canal de TV, mas eu diria que muito mais importante que isso é abrir a TDT à possibilidade – tal como em Espanha – do surgimento de TV’s Locais e Regionais.

Nota final

Espectro é dinheiro. O Impacto de um modelo de introdução da TDT correcto e que facilite a migração voluntária para TV digital será sem dúvida uma mais valia para Portugal. Ao dar às populações algo em troca pelas frequências a libertar, obtém-se simultaneamente uma maior adesão à TDT, diminuindo a info-exclusão e uma capacidade de começar mais rapidamente a operar os novos serviços que se adivinham poder a vir ser implantados no âmbito da exploração do Dividendo Digital.”

20 responses to “Um proposta coerente para a TDT portuguesa

  1. Excelente a ideia, eh incrivel Portugal vir a ter um unico multiplex livre, o que discordo no entanto eh a adocao do ja obsoleto MPEG-2, ja que no momento, niguem mais adota essa compressao que a medida que vai se tornando mais popularizada, tem seu custo diminuido.

  2. Penso que a ideia é usar o MPEG-2 unicamente na fase de implantação. Após o switch off analógico muitos países vão, em simultâneo com a adopção da compressão MPEG-4, começar a utilizar também o sistema de transmissão DVB-T2. Então qual o sentido de adoptarmos apenas um dos 2 sistemas mais recentes? Por que não fazer uma única mudança em simultâneo, tal como no Reino Unido, de MPEG-2 para MPEG-4 e de DVB-T para DVB-T2? Ou faremos duas mudanças sucessivas, com ainda mais custos? O MPEG4 trás benefícios de compressão na ordem dos 20 a 40%, mas o DVB-T2 trás um aumento de capacidade de até 65%. Vamos usar um e desprezar o outro?
    Por que razão a PT usa no MEO a compressão MPEG-4 mas também usa o sistema DVB-S2? Não serão as duas tecnologias importantes? Claro que são…

    Pelo que, se no futuro se perspectiva uma nova mudança, mais vale adpoptar na implantação o sistema que seja mais barato para os consumidores. O MPEG-4 já está a ser utilizado em conjunto com o DVB-S2 (via satélite) há vários anos, e o custo dos aparelhos continua alto. Desconfio muito que não vai descer sunstancialmente a tempo de uma massificação até 2012. Nós para cumprir as metas do switch off analógico devíamos começar JÁ o processo de migração. Há muita gente que vai precisar de receptores para adicionar aos seus televisores recém-comprados (desde há 2 ou 3 anos) que só suportam MPEG-2.

    Por outro lado, esta escolha do MPEG-4 foi precipitada no tempo. Onde estão os conteúdos HD?

  3. Discordo totalmente do uso do Mpeg2, isso seria dar um passo atras na implementação da TDT em Portugal.
    Por muito que custe (€€) a muitos, temos que olhar em frente. Azar, como diz o outro…

  4. Pois, agora será um passo atrás… tal como é um passo atrás o uso do DVB-T numa altura em que Reino Unido e Finlândia se preparam para usar o novo DVB-T2 (caixas DVB-T são incompativeis com o -T2).

    Mas o maior passo atrás é toda esta confusão de falta de conteúdos e MUXs de acesso livre.

  5. Recebi pelo Twitter, algumas manifestações da @IsabelTCruz, que questiou o facto da proposta descrita no post não apresentar um plano de negócios. Segundo ela, se o modelo exposto fosse adoptado, os operadores ficariam dependentes exclusivamente da verba de publicidade.

    Discordo da posição dela. Hoje 50% da população portuguesa paga por algum serviço televisivo e os operadores ganham e continuarão a ganhar com isso.

    É preciso ressaltar também que se as emissoras não começarem a estudar outras formas de obter lucro não vão sobreviver. A interactividade é uma das possibilidades, mas para que ele seja uma realidade na TV terrestre, é preciso que as pessoas migrem para o digital.

    Além disso, se o modelo deu certo noutros países, Portugal não seria uma excepção.

    Do jeito que estão as coisas, em 2012, quando desligarem o sinal analógico, muitos portugueses ficarão sem poder ver TV. Isso será uma óptima oportunidade para empresas que oferecem serviços por subscrição, como a PT, ampliarem a fatia de mercado.

    A sugestão do Engenheiro Eliseu Macedo é plenamente passível de ser aplicada e vai ao encontro dos anseios da população mais pobre.

  6. Pois eu também tenho opinião muito contrária à @IsabelTCruz. Repare-se, a proposta fala na exploração de cada MUX com possíveis serviços pagos:

    “No futuro, poder-se-ia mesmo equacionar a oferta de serviços pagos – explorados directamente pela empresa TV – como por exemplo eventos pagos, video on demand, etc, em cada MUX, mas apenas como complemento.”

    Portanto, deita por terra essa crítica. Muito pelo contrário, penso que, tal como o Sérgio, este modelo poderia favorecer imenso os 3 operadores actuais com novas fontes de receita!

  7. Só no Estrangeiro é que tem Varios canais Livres.
    Em Portugal os Misérias 4 Cnais, Também devia ter os Regionais como a Espanha. Cada um escolha o Canal da sua Terra … TDT Paga ? Quem vai comprar esse Canais ???? Obrigado

  8. O problema desta ideia é que a PT já pensou nela quando incluíu o AXN HD nos canais de acesso livre da TDT… e o resultado foram várias queixas por parte dos operadores de cabo e de uma operadora de televisão (TVI, por deter vários direitos exclusivos para Portugal de emissão de algumas séries que passam no axn) o que acabou por obrigar a PT a retirar o canal e a voltar a colocar os famosos peixinhos.
    Por outro lado é verdade que muitos países europeus que já usavam o mpeg2 estão agora a pensar subir para o mpeg4 e dvbt2. No reino unido já existem várias organizações que estão a reclamar contra essa alteração sem existir uma indemnização aos consumidores que compraram boxs mpeg2 e agora terão de comprar boxs mpeg4 tudo num prazo inferior a 5 anos.
    Na espanha a coisa está a correr melhor porque as emissoras que já emitem em mpeg4 tem oferecido upgrades por preços baixos a quem já tinha as boxs mpeg2 (ou a vender as boxs mais baratas do que os preços de mercado) mas, tambem aí já há contestação devido a que essas mesmas boxs não permitem a utilização dos serviços pagos.
    Para ser possível abrir a lista de canais seria preciso o governo alterar a legislação e permitir mais canais livres no mux original em vez dos 5 acordados (canais hd excluídos), a PT aceitar essa alteração (aqui é fácil porque eles próprios já o quiseram fazer) e os operadores aceitarem cumprir as novas regras (aqui é mais complicado… basta ver que a TVI adquiriu várias séries que nunca passou nas suas emissões e continua a renovar os direitos para evitar que alguma estação concorrente as adquira).

  9. Uma coisa que podia ser feita facilmente era a inclusão do RTP memória que tem muito pouca publicidade (e quase toda ligada ás operadoras de cabo) no grupo de canais de acesso livre. É um canal do estado que podia ser incluído como “recordações do passado da televisão” sem ser necessário alterar totalmente a lei dos direitos televisivos livres nacionais.

  10. Jose: o DVB-T2 só é para os canais HD, nao para os canais SD. a plataforma Freeview ainda vai usar o DVB-T em mpeg2 ainda por muito anos, visto que para os 4 canais com licença HD, só é preciso um canal de frequencia, razão pela qual as freeview boxes foram tiveram de ser re-sintonizadas em 30/09/09. por isso, as organizações que manifestam o desagrado estão a perder o seu tempo nessa batalha. aqui ninguem fica a perder até porque ainda não estão há venda os televisores com DVB-T2, como as primeiras caixas só começaram a ser vendidas em fevereiro… além disso, só mesmo em 2012 todo o Reino-unido ficará coberto pelo Frewwview HD. quanto á conversão para mpeg-2, teria todo o sentido, visto que o actual equipamento preparado para receber em mpeg4 também recebe em mpeg2… por isso, se um dia “der na telha” á PT para converter em DVB-T2 então é que as coisas vão correr muito mal. a escolha do MPEG4 foi má, e como se vê em Portugal, não trouxe nada de novo… Típico de Portugal: vive-se num barraco, mas quer-se ter um Mercedes á porta!

  11. “Entregar o mais rapidamente possível os 3 MUXs de cobertura de âmbito nacional, MUX A, B e C aos 3 operadores com licença para operar TV por via terrestre: RTP, SIC TVI.”

    Enfim… Mais e mais do mesmo. As 3 do costume. Nada de novo…

    “Penso que, para uma rápida massificação da TDT e que possibilitaria um switch off mais rápido, teria sido importante a utilização do MPEG-2 em conjunto com uma oferta ampliada de serviços televisivos em SD.”

    De acordo. Mas optámos pela tecnologia mais avançada. O meu televisor apanha mpeg2 e mpeg4. A culpa foi das grandes superfícies comerciais que começaram a despejar televisores mpeg2. Eles foram os culpados. Não tinham nada que o fazer antes de saber qual era a norma que iria ser utilizada. E os descodificadores mpeg4 não são assim tão caros. Há-os a menos de 45€.

    “No que respeita à oferta televisiva, podemos após 2012 pensar no 5º canal de TV, mas eu diria que muito mais importante que isso é abrir a TDT à possibilidade – tal como em Espanha – do surgimento de TV’s Locais e Regionais.”

    O 5º canal já era para estar a emitir. Não está e a culpa é da ERC. E também das empresas de comunicação que não se chegaram à frente com um projecto.
    Finalmente nem falo da televisão local e regional. O único país da Europa do Sul sem uma única televisão local ou regional…
    Enfim. Para quê nos chatearmos com a falta de empreendorismo do país certo?

  12. Caros amigos,
    Não sonhem, o que os boys da PT se devem rir ao ler isto!

    Mais canais livres? A PT a coberto do Governo nunca o permitirão… O meo, estão a esquecer-se do meo! A corrida à massificação é tão grande que agora até oferecem 9 meses gratis no meo sat sabe-se lá a troco de que (contratos de permanencia concerteza)… Neste país e para alguns vale tudo!

    Viram o choro do Balsemão na AR? Só somos 10 milhões, não há espaço para mais canais, diz ele! Desculpe?

  13. Pois é…

    – MPEG-2 para já em vez do MPEG-4
    – RTP Memória e RTP N no Mux A

    Quando e onde é que eu já li isto?
    Se o bom senso reina-se…

    • RTP Memoria e RTPN na TDT é algo defendido há imenso tempo, por muitas pessoas em muitos locais, sem dúvida. O ponto aqui é a retirada dos outros canais que não pertencem à RTP do MUX A…. um pouco diferente… Quanto ao MPEG-2 faz todo o sentido, pois parece que há espectro de sobra, com tão poucos canais. E ficava bem mais barato ao consumidor que já tem TV LCD equipada com esse codec ou mesmo para os outros que pretendam adquirir uma STB. Nada impede aliás que haja emissões MPEG2 e MPEG4 no mesmo MUX, caso arranquem mesmo emissões em HD.

  14. E o tempo vai passando… Espanha desliga o analógico e nós aqui a olhar para ontem.
    No fundo somos mesmo um país de tristes.
    Pena não ter uns trocos senão quem emitia uma televisão local era eu… Foi assim que começou em Itália, Grécia e Espanha e a fórmula por cá também poderia resultar.
    Tanto, mas tanto espaço para emitir (analógico e digital) e temos 4 míseros canais nacionais…
    Não sei em que parte da história é que nós começámos a fecharmos-nos em nós próprios e não fazer o que tem de ser feito. No fundo desde que se veja televisão estrangeira está tudo muito bem. E agora bem pior com as operadoras de cabo, fibra e iptv a oferecerem canais completamente legendados e plásticas em português de tv´s sobretudo norte-americanas.
    Perdemos anualmente centenas de profissionais e estudantes formados em comunicação social porque simplesmente não há estações de tv (ou de rádio ou imprensa especializada) para absorver estas pessoas.
    Conheço n pessoas formadas em audiovisuais e que estão quase todas a trabalhar fora da área.
    A televisão digital com a abertura do 5º canal e respectiva abertura dos MUXs para as televisões locais e regionais era a oportunidade de ouro para o mercado dar uma volta de 180º.
    Mas em vez disso… Mais do mesmo.
    E o tempo vai passando…

  15. Boas :

    enviaram-me informação agora por causa do mundial futebol……..vai haver um aparelho no mercado terminal satelite – para descodificar a TDT FRANCESA- TNT SAT, 20 canais digital terrestre francesa – mais os livres do astra….para terem uma noção a TF1 vai passar os jogos do mundial!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! marca Metronic – 441631 !!!!!

  16. É uma complicação um tanto desnecessária, já que os canais Alemães ARD, ZDF e RTL (e não só) vão transmitir o Mundial, bastando um receptor convencional muito mais barato.

    Regra geral, MEO, ZONs e companhia vendem-nos muitos canais que estão disponíveis gratuitamente via satélite, e nesse universo – canais FTA via satélite, há muitos canais de qualidade por onde escolher. Além dos alemãs no Astra 1, também os ingleses no Astra 2 vão transmitir o Mundial.

    Ter a TNT Francesa é bom – e dá para comparar a miséria da TDT Portuguesa, mas não será por causa do Mundial que vale a pena – vale a pena por muitas outras razões (e sempre, para além do Mundial), especialmente para quem tem ligações a França.

  17. Os canais estão disponíveis em Português TDT são: RTP 1, RTP 2, SIC, TVI? apenas?

  18. Todo o processo de introdução da TDT está desde o início dominado pelos interesses das operadoras de cabo, em especial da PT (Meo).

    É bom passar a mensagem que a TDT em Portugal nada de novo trouxe em termos de oferta, caso único na Europa, em Espanha com a TDT o consumidor tem agora à disposição em várias regiões mais de 30 canais gratuitos entre os quais canais como a MTV, Disney Channel, Sony TV, todos os canais da RTVE… Em Portugal entregou-se a TDT a uma empresa à qual a TDT não interessa, ou melhor interessa, pois está a conseguir o seu intento, na TDT nada mais que os 4 canais do analógico, quem quiser mais tem de pagar (meo ou outros que tais), nem os canais públicos (RTPN e Memória) estão na casa de todos os contribuintes que os pagam!!!, só quem paga a empresas de cabo tem acesso a eles, caso único na Europa mais uma vez! É tudo negócio, o mais grave é que a PT escolheu a norma MPEG 4 cujos descodificadores são mais caros que os MPEG 2 (Espanha por exemplo), ou seja nós temos de pagar cento e muitos euros para ver 4 canais e o espanhol paga 25 euros para ver mais de 30!!! Típico não é? A PT não só não tem escrúpulos na sua ansia de obter dividendos para os seus accionistas à custa dos Portugueses, como os Portugueses vão ser roubados a dobrar, o chamado dividendo digital ou seja espaço que poderia ser usado para oferta de canais aos Portugueses como se fez no resto da Europa já está na mira desta empresa para futuros negócios nomeadamente na area das comunicações móveis, ou seja a PT vai conquistar mais um espaço para negócio à custa da transição para o digital dos Portugueses e isto sem dar absolutamente nada em troca!!! Tudo isto patrocinado pelo governo e ANACOM, que acabou por devolver vergonhosamente a caução à PT quando esta “artisticamente” eliminou toda a concorrencia com um concurso feito à sua medida quer para canais pagos ou FTA e no final desistiu da licença, invocando alterações do mercado, pois o que querem eles sabemos nós… vender meo.
    Sinceramente deveria o Ministério das Obras Públicas multar a ANACOM e a PT pelas seguintes razões: A ANACOM pelo mau processo de atribuição de licenças TDT e inclusivamente pelo mau serviço público prestado aos cidadãos por falta de capacidade de resolução de conflitos junto de todos os prestadores licenciados, além disso conduziu muito mal o processo derivado a intereses privados de alguns funcionários da ANACOM que são igualmente funcionários da PT. A PT pelo mau encaminhamento do processo de migração em Analógico para Digital derivado a intereses dos senhores accionistas da PT em trazer alguns dividendos para o bolso deles, a PT sempre prestou um mau serviço na TDT Mux A na qual está uma denuncia no MOPTC e no Primeiro-Ministro. O Estado é também quota parte culpada por ter a ideia triste de lançar um canal HD e um quinto canal se podemos fazer o mesmo molde que os países europeus, criou canais temáticos aos actuais operadores.

  19. Todos os canais que disse fazem sentido só que se esqueceu da SIC Mulher

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