Alto Minho e a TDT: um exemplo de cidadania

Após darem conta que teriam que arcar com a falta de investimentos na cobertura da TDT no Alto Minho, os moradores da região mobilizaram-se e pressionaram a ANACOM para que não ficassem a perder com com o switch-off analógico.

Inicialmente os sinais digitais terrestres não chegariam a algumas partes do Alto Minho e a população só conseguiria receber os sinais televisivos dos canais livres via satélite, o que implicaria em custos adicionais para os moradores, em relação ao sistema da TDT.

Após queixas, a população conseguiu agendar uma reunião com o administrador da ANACOM, Eduardo Cardadeiro, que admitiu aos moradores que somente no terreno conseguiu aperceber-se de algumas dificuldades.

Após o encontro ficou decidido que a região será contemplada com a TDT, através de retransmissores auxiliares.

Cabe lembrar que o contrato de concessão que foi assinado pela PT, para a introdução da TDT em Portugal, prevê que 14% do país pode ser coberto por outras plataformas. São as chamadas “zonas-sombra”.

Inicialmente, quando foi publicado o projecto de regulação, esse percentual seria de 9%, no entanto, após sugestão dos advogados da PT feita durante o período de consulta pública ao projecto, a ANACOM decidiu ampliar essa cobertura complementar para 14%.

A iniciativa dos moradores do Alto Minho é louvável e mostra a importância do exercício da cidadania numa democracia.

11 responses to “Alto Minho e a TDT: um exemplo de cidadania

  1. Certamente ao ir ao local o administrador viu que os emissores já estão no terreno, com as antenas da população apontadas para os mesmos. Só falta mesmo o sinal digital.
    Compreende-se que em muitos locais não se justifique colocar um emissor novo (terreno, infraestruturas de acesso e eléctricas, etc).
    Não se compreende é que não se aproveitem instalações que já existentes.

  2. PT e outros tem uma estratégia , que população deixe de ver televisão de acesso livre para que eles possam fazer o seu negocio mais rentável para depois ir investir em outros mercados,ou seja, andamos a trabalhar para monopólios, que nada se preocupam com a qualidade e o dever cívico em prestar um serviço de livre acesso, a única coisa que interessa são os ganhos e lucros.
    A população do Alto Minho são um bom exemplo como os Portugueses no geral deviam tratar este assunto , não como algo sem interesse, mas sim com interesse de geral em termos televisão livre acesso, e não se deixar enganar com desculpas de não investirem em mais emissores para televisão digital terrestre, pois como sabemos é do interesse da MEO e outros vender serviços por satélite e essas zonas mortas são o mercado que eles querem para ganhar mais um pouco , ao meu ver gostava de saber como vão fazer o plano para distribuir os canais nacionais por satélite , acho que deveria ser um serviço independente fora do serviço da meo, onde a pessoa teria acesso ao cartão da DHT “TDT” de forma gratuita , e era livre de comprar o equipamento que quisesse-se comprar, a imposição da compra de um equipamento exclusivo para a TDT por satélite ao meu ver infringe a liberdade de comercio de equipamentos electrónicos, hoje em dia muitos serviços subscrição de televisão impõem a pessoa a compra ou aluguer dos seus equipamentos tirando a liberdade ao cliente de ter o equipamento que quiser existe no mercado electrónico.
    As empresas deveriam ser obrigadas a adaptar as suas tecnologias com os equipamentos disponíveis no mercado isto quando se trata da televisão digital, um exemplo , a meo fibra tem um serviço RF ou seja standard, em analógico, se a pessoa quiser receber os canais em digital tem que alugar uma BOX de IPTV exclusivo da meo, que ainda por cima é ligado por cabo de rede, que impede ser compatível com rede interna de televisão de casa através de cabo coaxial, se possuir uma televisão moderna que permite receber as normas da Televisão Digital Terrestre “DVB-T” e Televisão Digital por cabo “DVB-C” não vou usufruir das tecnologias que a televisão que tenho permite.ou seja vou ter mais um aparelho ligado ao televisor para receber televisão digital e se quiser gravar para um disco tenho que comprar um vídeo gravador de a dvds ligado por scart ao aparelho do iptv, ou seja o aparelho de serviços não me permite gravar os conteúdos gravados numa BOX iptv para uma pen ou disco externo, este tipo de restrições que estas empresas de distribuição fazem , põem em causa o mercado de venda de equipamentos de áudio e vídeo pois nem posso comparar o vídeo gravador compatível com as normas DVB-T e DVB-C , pois cá em Portugal as distribuidoras de televisão tem o seu equipamento próprio.

  3. António Gonçalves

    E Paredes de Coura?
    Se calhar a PT vai perder milhares de clientes no concelho.
    A campanha está em curso…

  4. Paredes de Coura tem que se mobilizar, tal como outras Vilas e aldeias deste país pois de contrário vão ficar sem sinal de tv via terrestre.
    Se repararem com atenção ao mapa de cobertura da tdt as falhas são muitas.
    Já enviei um dossier sobre o tema ao Sr Presidente da Câmara de Paredes de Coura.
    Se alguém mais estiver interessado é favor contactar-me via E-mail
    Abílio Azevedo

  5. António Gonçalves

    escolas_sccourense@live.com.pt
    Pode entrar em contacto sff.
    Obrigado

  6. Fico realmente satisfeito ao ver que o blog serve como ponto de encontro para troca de informações e eventuais reivindicações para melhorias no sistema de TV digital terrestre que o País está a implementar. O espaço está à disposição para divulgar quaisquer que sejam as iniciativas que visam aperfeiçoar o modelo da TDT nos moldes pretendidos pela população.

  7. “Inicialmente os sinais digitais terrestres não chegariam a algumas partes do Alto Minho e a população só conseguiria receber os sinais televisivos dos canais livres via satélite, o que implicaria em custos adicionais para os moradores, em relação ao sistema da TDT.”

    Isto é falso! Os canais não são livres, estão encriptados o que implica a compra de “descodificadores”, sendo que o primeiro custa € 77 e depois é se reembolsado em € 22 pela PT, e os os dois seguintes custarão € 96 cada um! Acresce € 61 para o técnico que instala a antena parabólica, se a pessoa em causa não a possuir, restando ainda o gasto de, pelo menos € 25, na compra da parabólica, lnb, cabo, etc.

  8. A falta de cobertura do sinal tdt terrestre é muito elevada,inicialmente estava prevista uma cobertura de 90.12% do território nacional entretanto renegociaram o contrato e passaram para apenas 87%.
    Vila Praia de Âncora, Paredes de Coura,Castro Laboreiro, Melgaço, Montalegre, Salto, Vieira do Minho, Terras de Bouro, Sever do Vouga, Vagos, São João do Monte, Luso, Pampilhosa da Serra, Mação, Manteigas, Vale da Amoreira, Castro Daire, Mora, Arruda dos Vinhos Monfurado, Barrancos, Ferreira do Alentejo, Grandola, Santa Margarida da Serra, Conceição, Ourique, Alcoutim, Santa Cruz, Martim, Vila Verde de Ficalho, São Marcos da Serra, Odeleite, Almodovar, Castro Marim.
    São apenas algumas das vilas e aldeias de grande aglomerado habitacional que ainda não estão servidas com sinal tdt terrestre.
    Fico apreensivo com a falta de mobilização das populações, não me parece uma boa ideia deixar tudo como está pois o switch off aproxima-se
    e vai ser a confusão que só beneficia as operadoras de tv com assinatura.

  9. Caro Paulo Rodrigues, quando refiro-me a “canais livres”, quero dizer que são canais free-to-air, que não requerem uma subscrição.

    Caro Abílio, a lista que apresenta é oficial? Gostaria de obter esses dados.

    Um abraço.

  10. Se consultarem este site onde pode verificar a cobertura da TDT na Galiza pode-se constatar na coluna da direita que a cobertura galega é de 98,85%. Como se ver a nossa TDT é, e pelos vistos continuará a ser, uma brincadeira de meninos….

    http://gis.tdtgalicia.es/mapguide/TDT/inicio.php

    Um abraço

  11. É por esta e outras razões pertinentes que procurei sensibilizar os autarcas aqui do Altominho no sentido de se levar a cabo a petição
    para a activação de emissores tdt, afim uma cobertura efectiva.
    Espero ter dado um contributo para outras localidades.

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