Considerações sobre a TDT e o Grupo de Trabalho para a Comunicação e uma boa razão para não se privatizar um canal da RTP neste momento

Consta no relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social a seguinte consideração sobre a televisão digital terrestre:

“A TDT, embora permitindo aumentar a oferta de acesso livre, foi limitada aos quatro canais de difusão analógica terrestre já existentes. A TDT, deste modo, em vez de representar uma melhoria para as pessoas com menos recursos, nomeadamente os mais idosos, representa antes um custo, para muitos difícil de suportar, na compra de equipamento e serviços.

Em vez de aumentar o contacto da população de menos recursos com o media, a TDT prevista poderá, bem ao contrário, provocar o isolamento dos portugueses incluídos nesses grupos sociais, o que constituiria um retrocesso civilizacional e uma grave ofensa aos direitos dos cidadãos aos media de acesso livre.”

É um posicionamento coerente e importante. No entanto, acredito que a questão do Serviço Público deveria incluir também o dividendo digital. O Serviço Público poderia avançar sobre serviços de comunicação electrónicos, como a Internet via espectro, o que garantiria à população o acesso universal e serviria como ponto difusor de conteúdo numa plataforma mais adequada, resultando em algo que o próprio Grupo de Trabalho ressaltou no relatório, que é a “criação por parte do Estado de efectivas condições para que as novas plataformas digitais, nomeadamente as tecnologias e redes sociais, possam também elas servir como instrumentos de promoção e reforço dos princípios que presidem à noção de serviço público”.

A TDT proporcionaria o avanço dos serviço público sobre a plataforma online através do dividendo digital, que são as frequências que serão libertadas após o switch-off analógico. Sob este ponto de vista, a privatização de um canal da RTP neste momento é, ao meu ver, algo equivocado, pois o mercado está em mudanças e seria importante manter os serviços como estão pelo menos até o fim das transmissões analógicas e a definição do que será feito com o dividendo digital.

9 responses to “Considerações sobre a TDT e o Grupo de Trabalho para a Comunicação e uma boa razão para não se privatizar um canal da RTP neste momento

  1. A publicidade em torno da TDT é sintomática. Quando no resto da Europa se fez pela positiva (focada no que se ganha com a migração), em Portugal, faz-se pela negativa (ênfase no que se perde, em caso de recusa à adesão).

    • Isso é porque cá não se ganha nada palpável para mudar para a TDT. Coisas como EPG ou gravação não interessam para a esmagadora maioria dos que vão ter que mudar – até os idiotas que fizeram este relatório se aperceberam disso.

  2. Bom Dia, Gostaria de saber se esta antena serve e se está preparada para recepcionar a Televisão Digital Terrestre.

    Uma pergunta eu tenho uma antena das antigas com cerca de 18 anos, essa antena afinal de contas serve ou não serve para apanhar os canais da TDT, na medida em que as informações da Deco, da informação da Imprensa ser contraditória às casas comerciais na medida em que as informações da Deco e da informação da Imprensa dizem que a generalidade das antenas serve bastará apenas redireccioná-las e obter o descodificador no caso das televisões antigas e as informações das casas comerciais dizem que é necessário comprar 1 antena nova, que é necessário um amplificador e um descodificador (no caso das televisões antigas), afinal de contas as antenas antigas dão ou não dão; ou será conversa de vendedores para vender antenas???????.

    Eu tenho uma antena igual a esta que envio através deste link:

    http://oliveiradobairro.olx.pt/item_page.php?Id=274491954&ts=1320507255#item-desc

    Aguardo 1 breve resposta.

    96 382 6106

    Nelson Silva

  3. Caro Nelson,
    O serviço de apoio que lhe poderia informar sobre essa questão é o http://tdt.telecom.pt/. As informações que eu tenho sobre antenas são as mesmas que descreveu em seu comentário.
    Cumprimentos.

  4. Mas eu posso ajudar…

    A foto mostra não uma mas sim 2 antenas. Só pela foto vejo que é do centro do país e está orientada para o emissor da Lousã. A antena de baixo é de VHF e nada adequada para TDT. A antena no topo no mastro é de UHF, mas também não é muito adequada para TDT pois é ressonante às frequencias baixas de UHF: canais 26, 29, 32 (RTP-2, SIC, TVI respectivamente) ~ nos 500 MHz. A nossa TDT está no canal 56 (754 MHz), muito longe da banda dessa antena. Aconselho usar uma antena UHF que tenha boas características nos canais mais altos de UHF. Ao contrário do que muita gente julga, não basta à antena ser de UHF. A banda de UHF é muito extensa e a antena tem que ser própria para o canal concreto de UHF que queremos receber, neste caso o 56.

  5. Muito obrigado sr. Sérgio Pela sua Ajuda.

    Sou sim senhor do centro, sou de Oliveira do Bairro, do distrito de Aveiro.

  6. Caro Nelson, deve agradecer ao Pathlost, que percebe em plenitude as engenharias das telecomunicações. No meu caso, sou um investigador da área da comunicação e minhas considerações são mais sociais do que técnicas, apesar do facto de que hoje em dia elas estão muito aproximadas.

    Um abraço.

  7. Muito obrigado sr. Pathlost Pela sua Ajuda.

    Sou do centro, sou de Oliveira do Bairro, do distrito de Aveiro.

    Já agora gostaria de saber quando vai ser o SWIFT OFF em Oliveira do Bairro, na medida em que o sinal analogico vem do emissor da Lousã?

    Aguardo 1 resposta.

    Obrigado.

  8. Perdão é: Switch off.

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